domingo, 18 de abril de 2021

Barulhos estranhos e um convite para ir ao teatro !

 

Já estava deitado, a noite que passou, e ligou-me uma conhecida que encontro muitas vezes nos espectáculos.

A pandemia teve o enorme efeito de nos fazer retornar a uma época muito parecida com a dos Descobrimentos.

Há cada vez mais pessoas que descobriram novas capacidades, novos atributos, até novas vocações.

Em contrapartida, há a lamentar cada vez mais perdas de gente boa, amigos que são são repetireis ou clonáveis, por isso mesmo são perdas incalculáveis e definitivas.

E há a descoberta que todos os dias lamentavelmente fazemos de mais uns quantos palermas, inconscientes, negacionistas do que se lhes mete pelos olhos dentro mas, também infelizmente, fazem de conta ou não querem mesmo ver, a existência muito séria da pandemia e dos sérios riscos dos contágios.

Voltando às descobertas, há um numero cada vez maior de pessoas que  descobriram que, afinal, são grandes ciclistas, muitos já deram quase a volta a Portugal  em pasteleiras bicicletas de montanha, outros que são atletas de fundo, já quase palmilharam as cidades e arredores em corre e pára e deita os bofes de fora e volta a andar maneando o rabo e quase trocando as pernas para continuar, os que descobriram ser escritores e já vão no sétimo livro escrito embora não tenha algum ainda sido lido por inteiro por quem quer que seja. E os e as actores e atrizes . Escrevo eles primeiro para contratar o que se convencionou ser politicamente correcto e pessoalmente entendo que a importância de um A ou um O éa mesma e grande, por isso mesmo a moda é para mim fora de razão para ser seguida.

Só agora vamos ao que interessa, até aqui foi apenas introdução. Sem intercourse, claro, sou cuidadoso nestas coisas mesmo por escrito.

Dizia-me a minha conhecida que vai entrar numa peça e que me convida para a ir ver representar. fiquei surpreso e muito curioso. Então e que peça será?

Os monólogos da vagina!

Nunca lhe reconheci queda para a sétima arte, para o teatro e a representação. no teatro tem muita destreza para aplaudir, bater palmas, pedir "encores".

Daí que lhe tenha perguntado, com todo o descaramento que me é reconhecido, qual o papel, se seria  o dificílimo papel de interpretar e sonorizar os "pussy farts" !

Declinei com muita elegância o convite. 

"Farts", venham de pussy ou de outro lado, a mim cheiram-me mal.

E, depois, nunca pensei ir ver essa peça apesar de quase todas as Mulheres práfrentex  e veditizadas  já terem sido nela protagonistas. 

Mas, sinceramente, até lhe disse isto, acho que quem vai ver a peça vai muito pelo titulo da mesma. 

Quem vai, vai na emoção ou no desejo de lhes ir ao titulo, pouco mais, nem leram a peça antes, numa versão original, de autor. Para saberem ao que vão.

Fui para o duche, esta manhã, com o telemóvel ainda no bolso das calaças do pijama e ouvia uns barulhos que não costumo ouvir. Andei às aranhas até descobrir que tinha ficado com o telemóvel no bolso do pijama e que continuava ligado. Nem eu nem ela acabamos por desligar a chamada, toda a noite!

Interroguei-me, seriam mesmo barulhos de pussy farts? 

Mas como ? Por mim, anatomicamente seria impossível. 

Então, seria som vindo do lado da minha amiga ou conhecida. Estaria talvez ou por certo em ensaios!

Bom domingo!

Sem grandes barulhos, se fazem o favor.

CPM

  



 Hoje, dia 15 de Abril, faz onze anos a nossa neta Maria!

PARABÉNS
e beijinhos.
As fotos já são de há um ano mas, o confinamento assim obriga.
Que venham muitos mais sempre com felicidade e qualidade de vida. Bom Ano Novo que hoje para ti começa, querida Maria !






Fui visitar o nosso Vicente Lucas !

 Foi dia de fazer nova visita ao nosso Enorme Magriço Vicente Lucas, o Bom Irmão de Matateu !

E lhe repor umas caixas que lhe asseguram a hidratação necessária e teotes slcoolocos que sao aconselhabeis para os virus!
Grande Vicente!
Obrigado querido amigo por seres meu amigo e pelos teus sempre bem vindos telefonemas.






TELMA MONTEIRO

 Muitos PARABENS querida Telma !

Merecida homenagem do Primeiro Ministro Antonio Costa a Telma Monteiro. É um orgulho tê-la como amiga!





domingo, 11 de abril de 2021

Lanto muito mas mais do que isto não sei o que dizer! Caso Sócrates.

 


Falar ou tentar explicar os contornos do chamado "Caso Socrates" a alguém é extremamente difícil, para mim que, entendo que felizmente, não reajo por emoções pré construídas, não sou leviano a julgar nem tenho competências para julgar no sentido jurídico do termo, nem moralmente me sinto à vontade para o fazer não dispondo dos meios já não digo de prova mas de conhecimento mínimo de factos que me levem a tar uma opinião clara.

No entanto, convém ter presente que, no tempo em que eu fui criado, crescendo, um juiz, na capital do Império, nas grandes cidades ou nas do interior, nas comarcas rurais e mais pacatas, era por definição e prática uma pessoa recatada, quase isolada da vida social, não se misturava em conversas de café, muito menos vinha para a praça publica falar de tudo e mais alguma coisa, até dos casos do tribunal.

E isso garantia-lhe não o conhecimento geral e  mediatismo pelas populações locais mas um conhecimento e reconhecimento pelo carácter, pela seriedade, importância do cargo de grande seriedade, rigor e descrição que exercia. Era um notável da região sem ter que fazer por o ser, sem ter que se mostrar, sem se vergar aos microfones, a fazer passar confidencias e quebrar o segredos de justiça para jornalistas a troco não se sabe hoje em dia de quê mas poder-se-á calcular que, pelo menos, de uma grande notoriedade dada em contrapartida pelo mediatismo e pelos favores feitos a áreas da política, lhe são garantidos.

E isto que hoje, em Portugal, mas cuidado com a redução ao nosso país,  pois passa-se em todas as chamadas sociedades modernas, modeladas pela mediatização e pelas correntes e redes sociais, pelos jornais não de rigor mas pelos tablóides de faca e alguidar e de sensacionalismo. Infelizmente, é como a pandemia, é geral. Exactamente, será uma outra pandemia, a da informação.

Sobre o caso do antigo Primeiro Ministro, é-me muito difícil pronunciar em publico, mesmo para os amigos, faço-o para mim próprio, interrogo-me e vou concluído à medida do que vou pensando, do deslizar  dos pensamentos que a inteligência ainda vão tornando possíveis mas, confesso, que numa grande parte das vezes, volto com tudo atrás, já depois de ter um raciocínio lógico construído e adquirido pois um pormenor relevante, racional, inteligente e justificado deita toda a construção anterior por água abaixo.

Recebi numa Plenária em Bruxelas o então Primeiro Ministro José Socrates, estive com ele e com Lula da Silva aquando da visita de Lula a Portugal,  estive nos jantares de encerramento de candidaturas, estive em inúmeras ocasiões publicas e ou oficiais com ele. 

Tive um enorme contentamento e mesmo orgulho quando em plena Crise das Dividas Soberanas, em 2008 a 2013, certo dia, em Bruxelas, ao chegar às Instituições europeias, no Edifício Jacques Delors,  todos os meus colegas Conselheiros ou também chamados Membros, dos outros 28 Estados Membros da UE me felicitaram pelo enorme feito conseguido nessa noite por José Sócrates de fazer aprovar pelo Conselho Europeu o "Pack IV", com enorme peso de Angela Merkel  que vim a conhecer pessoalmente a partir desses momentos. Orgulho para Portugal, enorme vitória na UE para Portugal, excelente trabalho de José Sócrates que, assim, evitava a entrada no país do FMI e da chamada TROICA !

Foi, no entanto, sol de pouca dura pois, cá, no nosso Parlamento, Passos Coelho e a extrema esquerda em consonância, rejeitaram o Pack IV e levaram à única saída possível, a demissão do governo Sócrates e a vinda da Troica. Um absurdo só entendível à luz da ganância de poder de alguns, muitos, políticos e partidos.

Devo dizer que em Bruxelas, não tive resposta para, a seguir, aos que me tinham tanto felicitado, explicar a "nega" em Portugal !

Não consigo pronunciar-me sobre uma quantidade de interrogações que pairam sobre as acusações a José Sócrates, não entendo certo tipo de vida que fez logo a seguir, recebimentos em numerário, se os houve como parece estarem documentados, tudo de muito mau e reprovável que fez e que vai cair no baú do esquecimento ou na lavandaria das prescrições. Legalmente é inocente ou melhor, não culpado por isso, porque PRESCREVEU.  Mas as prescrições fazem parte, como tanta coisa mais, do chamado "sistema" e contribuem para que, infelizmente, a grande maioria das pessoas comuns, dos meus compatriotas, não se revejam em nenhum dos governantes desde há muitos anos.

Excepção para um Homem  que tenho por amigo e respeito muito, Ramalho Eanes.  Para mim, mas sublinho  o para mim,  também Mario Soares e Jorge Sampaio que conheci e conheço bem, meus amigos e sem qualquer dúvida honestos e inigualáveis.   

Houve perseguição política e do sistema judicial a Sócrates, houve intenção de o arrumar política e pessoalmente,  independentemente das culpas que tenha, do que tenha ou não deito. Mas isso teria que ser demonstrado em tribunal e daí tiradas as conclusões e aplicadas as condenações, se provados os factos.

Fez-se, estes juizes, policias e procuradores fizeram o contrário. Concluíram no seu intimo que ele era culpado, antes de julgarem, e prenderam-no com aparato mediático à chegada ao aeroporto, num desembarque. Só pode, nesse caso como em muitos outros que se lhe seguiram, ter havido conivência entre os julgadores e investigadores, uma enorme promiscuidade, com a imprensa, em particular duas televisões e dois jornais. Os policias ter-se-ão amaneirado ou vendido à imprensa e a certos quadrantes políticos, não há a menor dúvida.


Sócrates tinha um mérito que continua a ter, pelo que podemos ver. Não desiste, é persistente, tanto o fez assim com a política europeia como com a sua "defesa" agora nos tribunais. 

Antonio costa também o é, não desiste, não se verga aos chamados poderes maiores europeus ou mundial, vai pela positiva,  constrói, junta pedra sobre pedra e ergue edifícios impensáveis mas de relevo para os interesses nacionais e europeus. Mas é mais unificador que Sócrates, faz tudo sem quebrar loiças, é positivo, integra e também por isso, sendo Portugal um dos países pequenos, A Costa é hoje, penso, o líder europeu com mais prestigio, mais promissor e respeitado pelos mais poderosos lideres. Ouvido e seguido, talvez a par com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula.

Lamento imenso mais não poder dizer ou ajudar a entender este caso. Para ser justo, sério e honesto, é tudo  o que posso dizer.

Há, de facto, coisas concretas que não podem passar em vão, ser dissolvidas na lavandaria das prescrições: a prisão por nove meses sem culpa formada, provada, de Sócrates é legitima, tem alguma razão legal de ter acontecido? Se foi abuso de poder ou perseguição política, independentemente das condenações ou absolvições que venha a ter em tribunal, os responsáveis deverão ser  julgados e punidos.

E o papel factual, objectivo de alguma imprensa e jornalistas concertos, as fugas ao segredo de justiça, os abusos nas conclusões, as tentativas conseguidas de culpabilização e condenação feitas com o ímpeto jornalístico igual ao que um soldado faz em campo de batalha aberto, pode ficar impune?

Que imprensa temos, que imprensa queremos, de que imprensa precisamos para podermos continuar a orgulharmos-nos do país que nos deram , que somos e de temos tanto orgulho em pertencer?

Deixo as minhas interrogações, para quem mais do que eu saiba ou seja capaz de reflectir.

Abraços.

Carlos Pereira Martins

(cidadão português à beira de um ataque de incredibilidade, de fé nas Instituições !)

Mas que viva a República e os valores e a ética republicana, que se sobreporão  às lamas destes verdadeiros atoleiros !   



terça-feira, 6 de abril de 2021

Da série "Este texto destina-se a Maiores e Vacinados com pelo menos duas doses já tomadas ! "

 Deixei-me levar pelo palato  e entrei em amenas conversas sobre comidas, sabores e afins.

Alguém me dizia que de Odemira para baixo estão os melhores sabores da cozinha portuguesa. Falava-me em caldos de cação, coentros, bolos de alfarroba, porco preto  ou pelo menos  com um bronze de fazer inveja pelos bons banhos de sol que vai apanhando, enfim, de tudo o que são coisas boas no Alentejo, deixando por vezes escorregar o chinelo até ao Algarve.

Maior e vacinado sou eu e não vou nessas  generalizações tão simplistas. Então e os sabores do norte, das Beiras, do Minho, de Trás-os- Montes e Beira Alta? E os da micro região da Serra da Estrela? E os do Mondego desde Porto da Raiva até à Foz?


Sorte, sorte, temos nós com tanta diversidade e coisas boas num palmito de terra que acaba por ser o nosso país!

Até aqui, tudo bem. O texto poderia nem sequer entrar na série para Maiores e Vacinados Com a Segunda Dose já Tomada !  

Apareceu-me na conversa um compadre que já não vejo há muito nem tão pouco lhe falava ou escrevia.

Claro que era um Compadre Alentejano, dos de boas memórias !

Concentrou-se de tal maneira  nos sabores de Odemira para baixo que quase se me varreram da memória os de Lisboa para cima, até ao Minho. Que poder de argumentação e sedução...! Ganda magano!

Diz ele que o país  se pode dividir em dois, gastronómicamente. No Alentejo e Algarve, digamos que de Lisboa para sul, apreciam-se mais e sobretudo os coentros, não podem faltar.
        De Lisboa para cima, sobretudo no Centro e norte,            
        nada se faz sem grelos. Os grelos estão sempre 
        presentes e sem eles a coisa fica defeituosa. Para sul    
         mandam os COENTROS, para norte mandam os GRELOS !  
         Será verdade?

Então, levou-me o pensamento para o que ele diz serem os verdadeiros aromas, sabores e paladares do sul, do Alentejo. E, na minha condição de Beirão curioso sobre o "então como é que se faz isso, e aquilo ?"  prontificou-se a dar-me receitas suas  e diz que nunca antes partilhadas ou desvendadas.


Diz-me então, para quem aprecie a boa comida do sul, em especial do Alentejo.

Sempre que lhe vem à memória algum sabor dos da sua infância alentejana, faz desta forma: teve a sorte ou a desdita, parece que elas são fogo, quase como se diz das castanhas ao sair do assador no Outono, ..., pois ! Mas a primeira coisa para preparar um bom prato de comida alentejana, diz ele, é pedir á esposa, à patroa, diz ele, que vá tomar um bom banho de imersão  juntando à água  um razoável molho de coentros. Muitos. Para ficar ela com o cheiro e espalhar aqueles bons aromas da erva maravilhosa pela casa toda e pela comida que há-de vir.

Depois, continua ele, quando ela acaba o banho, mete-lhe logo os tomates. Também é ele quem o diz.

Deixa aquecer aquele caldo, bem quentinho, esmera-se, quase a escaldar-lhe os dedos e todas as pontas que pode ir usando e, zás, já com os tomates lá dentro  junta-lhe o pão alentejano, mesmo que vá algum do que o diabo terá amassado.  E  começa numa azáfama de mexer, virar e revirar, de cima para baixo, de um lado para o outro, de baixo para cima, uma canseira, sobretudo para  as velocidades  e os hábitos alentejanos !

E, com o sabor de coentros que a esposa levou do banho para o cozinhado, com a esfrega que ele, com gosto, devo dizer, diz que deu ao cozinhado,  diz-me ele ainda que devo experimentar enquanto  o garfo e os talheres se me não entortam de vez, dá cá uma açorda, ou umas migas de tomate que nem queiram saber.

Bom, destes sabores alentejanas nunca provei, erro meu, claro. E sei que me hei-de arrepender, um dia mais tarde.

Mas ainda lhe vou perguntar. Lembro-me de um sabor que experimentei, penso que seria a alfarroba. Quererá isso dizer que o prato seria não alentejano mas algarvio? 

Alfarroba, alfarroba... ou seria só por ter estado perto da comida dos cavalos e dos porcos gorditos na serra algarvia?

Vá lá eu agora saber.

Conclusão importante e o essencial do que aprendi quanto a comidas ou ainda não comidas alentejanas: o essencial e a primeiríssima coisa a fazer antes de meter as mãos à massa, é pedir à esposa, Mulher, companheira ou o que quer que seja, digamos à fêmea, que tome primeiro um bom banho com um ramo de coentros. Depois, é como sempre, já todos nós viemos ao mundo ensinados e nem os bichinhos precisam que lhes digam como se faz.

Carlos Pereira Martins

(As artes de bem cozinhar)




segunda-feira, 5 de abril de 2021

É o Povão que temos !

 

Primeiro dia das ligeiríssimas alterações ao que vínhamos fazendo por respeito a nós mesmos e aos outros.

Mas, logo de manhã, era ouvir os locutores dos programas de animação das rádios, Antena 3, TSF e na prática todas elas, a contarem as reservas para esplanadas até ao fim de semana que muitas pessoas estão a fazer. Por si só, não tem impacto, nem positivo nem negativo, será permitido, será legal, é natural. De tão falado na rádio e nas TVs, torna-se um exagero, uma moda para todos os ouvintes ! Pensarão, se eles estão a reservar...vamos a isto...!
Os jornalistas das televisões, nos noticiários das 13 horas, fazem entrevistas nas esplanadas da Rua de Sta Catarina no Porto, nas Docas em Lisboa e em vários restaurantes.

E aqui convém dizer, as perguntas foram ESTÚPIDAS!
Perguntar a alguém que está à mesa com uma amiga ou com a família se ali ao sol tão bom que hoje faz, se está bem...é pergunta de quem não sabe fazer mais alguma. Perguntar se já andava desejoso/a de vir para uma esplanada com os amigos, é igualmente estupido por se saber a resposta obvia de antemão.

E tem o perigo de "fazer escola", ou seja, quem ouve e vê , automaticamente interioriza que AGORA JÁ PODE SER, vamos a isto, até as televisões passaram...toda a gente está já no passear e no desconfinar!
É completamente irresponsável, mesmo sendo legal, é falho de sentimento, de respeito e solidariedade pelos outros! É, é !

Depois, como me dizia um agente da PSP durante os minutos que com ele mantive conversa na Av da Liberdade à porta da loja que eu aguardava que tivesse um empregado a partir das 10 horas para lhe deixar um artigo em revisão periódica, esteve a noite passada de serviço na zona ribeirinha, Cais e Docas e aquilo era um alvoroço. Ninguém respeitava ninguém e eles, policias, eram os maus!

Toca a abusar parece ser o objectivo de uma grande maioria dos nossos comparsas falhos de miolagem. Depois, voltam as coisas a piorar e as pessoas a terem que ficar isoladas, outras a sofrer e a morrer, e a culpa é do Costa, é da Ministra, é do Governo, sei lá quem mais!

Ouvia ontem duas amigas falarem no Centro Comercial Colombo que o restaurante por baixo da casa de uma delas está fechado mas que terão por lá uma cave e estão a servir comida e bebida até às tantas...pior e mais juntos, todos, do que se fosse até no espaço normal do restaurante! Atenção que isto não quer dizer, não se pode daqui saltar para um "então abram os restaurantes todos" ! Não, as medidas estão certas, entendo os lamentos e ânsias dos empresários ao dizerem que querem tudo aberto e JÁ! ou que não há razão para tanto...!
É como sentem, é o interesse de gerir e ganhar as suas vidas, dar emprego e manter clientes. Entendo-os bem mas não pode ser como desejam porque poria tudo ainda mais em risco.

As pessoas são como são e realmente eu não gostaria de ser como estas maiorias irresponsáveis.

E os jornalistas são gente que tem a formação e os sentimentos que podem ter, pela educação e conhecimentos que lhes passaram. Uns, reconheçamos, são muito bons, outros mesmo excepcionais, outros menos bons, muitos outros, uns pobres de espírito, maus profissionais e irresponsáveis. Mas é esta a amalgama da fauna humana que povoa o mundo e os espaços por onde cada dia temos que passar.

Sejamos nós conscientes. E já não será nada mau!
Saúde!
C Pereira Martins